domingo, 25 de outubro de 2009

Eu só não queria dizer adeus...

Meu cantinho:
Texto baseado num pequeno dialogo com... Ele.
Sem mais. Boa leitura.

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Eu escutei a risada dele. Fechei os olhos, lembrando quando essa risada era direcionada a mim.
Abri os olhos lentamente, olhando para luz, disfarçando lagrimas.
Uma simples cruzada de olhares. Um olhar de pena, por parte dele. Baixei os olhos, demonstrando fraqueza. ‘Você ganhou de novo’
Peguei meus sapatos, e rumei à rua. Não me importava o horário. Eu iria para casa sozinha. Não era perto, mas quem liga? Solidão sempre é bom para pensar.
Já estava no segundo lance de escada quando ouço a porta abrir. Não olhei para traz. Não importa quem fosse não me faria ficar.
‘Espera’. A voz já bem conhecida por mim, alterada pela bebida.
Eu não olhei para traz. Não queria demonstrar fraqueza de novo.
‘Onde tu vais? Está chovendo e é tarde.’. ele, sempre cuidadoso em relação as palavras.
‘Eu não em importo, ninguém se importa. Adeus’. Eu não podia virar. Ele não podia me ver assim.
‘Muita gente se importa. E tu sabes disso’. Ele estava mais próximo, pude sentir seu perfume.
‘Eu sei?’ Disse, mordendo o lábio, para não demonstrar voz amargurada.
‘Deveria. Vem entra, não fique aqui fora no frio. ’Ele, já encostando sua mão quente em meu ombro frio.
‘Eu gosto de frio, Me... ’ Ele me interrompeu.
‘Me faz sentir viva. Eu sei. Entra, por favor. Tua pele ta fria. Tu vai acabar ficando doente.’ Agora ele já quase me puxava.
‘Por que tu vieste?’ Olhei pelo canto do olho, vendo o com semblante baixo. Triste.
‘É uma Festa. Bebida,amigos. Felicidade.’ A ultima palavra soou com ar de ironia.
‘Não na festa, atrás de mim. Agora.’ Me virei para ele. Meus olhos chorosos demonstravam falsa felicidade agora.
‘Não queria que tu fosses sozinha, vim te impedir’ Ele, cabisbaixo. Palavras saindo como um sussurro.
‘Vai ser preciso mais do que palavras para me impedir.’ Minha voz saiu em tom de desafio.
Ele ficou quieto.
‘Posso te fazer uma pergunta?’
Ele apenas assentiu.
‘Tu não me amas mais?’
‘Por favor, não me faz essa pergunta.’ Ele não olhou para mim.
‘Eu te fiz uma pergunta. Responde, por favor. ’ Minha voz agora fria.
Ele ficou em silencio durante longos segundos. Para mim parecia mais horas.
‘Adeus. ’ Virei me.





‘I gave you my heart and that's all I can give you, and if that's not enough, then I'm not enough.’
[one tree hill]

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

I Just Wanna Say Sorry.

Meu cantinho:

Pois bem. Texto fictício. Nenhuma musica em especial. Meio que baseado num sonho. mas só a ideia inicial da praia e do encontro.

Boa leitura.


XoXo,J.boardmann

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Eu estava numa cidadezinha de praia, mas era inverno. As ruas estavam abandonadas, e tinha um vento forte. Estava caminhando pelas dunas, sempre odiei isso, eu sempre acabava caindo. Nessa praia não foi diferente. Mas quando eu cai, Ele estava lá, me ajudando a levantar. Ele sorria, o cabelo estava mais bagunçado que o normal, eu ri baixo disso. Tinha muitas perguntas. O porquê de ele ter ido. Por que ter me largado do nada. Veio o abraço então. Sua pele estava fria, mais que o normal. Olheiras adornavam seus olhos. Vieram as respostas que eu esperava. Nenhuma me agradou.

Ele contou-me me que estava doente, que não sobreviveria. Que não queria me fazer sofrer. Pediu-me desculpa. Eu apenas sorri. O mesmo sorriso bobo que eu dava quando me abraçava pela cintura e tentava me derrubar.

Meu sorriso se foi quando as palavras anteriormente ditas fizeram sentido. Ele estava morrendo. Não tinha mais nada pra ser feito.

Eu cai de novo. Mas dessa vez ele sentou-se ao meu lado. Com o mesmo sorriso de antes. Ele estava forte, pronto para enfrentar sua ida. Eu estava caindo, ficando vazia de novo.

Ele me abraçou, e mesmo estando com a pele fria, seu abraço foi quente. Seu abraço me salvou. Coisa que eu não tinha poder de fazer. Salva-lo.

Ele deitou-me em seu peito. Fiquei aproveitando o som das fracas batidas de seu coração. Ele mexia em meu cabelo. Nenhuma palavra mais foi dita. Não precisa ser.

Ele depositou um beijo fraco em minha testa, seu coração estava parando. E eu não podia fazer nada. Eu estava perdendo minha razão.

Ele levantou meu rosto, o suficiente para olhar me aos olhos.

Sussurrou um fraco ‘eu te amo’. Beijou-me os lábios. Era mais um leve toque do que um beijo de verdade. Seu coração falhou. Nenhum som mais era escutado por mim. Tudo se fora. Eu continuava caindo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

I guess I'll go home now

Meu Cantinho:
Antes de mais nada. Baixem a música Remebering Sunday-All time low.

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Mais uma vez. O relógio desperta cedo. Os sapatos gastos ao lado da cama breve serão calçados. O blusão com furos nas mangas será trocado por uma blusa social. Calça skkiny, casaco para o frio. Ela está pronta. E já São 5:30 AM. Mais 10 minutos e seu ônibus passara. São três minutos até descer as escadas. Ela Mora no Terceiro Andar. Passa pelo porteiro recém acordado, ignorando seu bom dia com os fones de ouvido.
Na calçada irregular, ela tropeçou. Sua bolsa caiu, fazendo todas as coisas dentro dela caírem também. Ela vai perder seu ônibus.
A brisa do inverno frio faz suas bochechas ficarem vermelha. Ela ficaria com um rosto infantil. Se não fosse pelas olheiras que adornam seu rosto, denunciando as doses de vodka da noite anterior.
Hoje é terça feira. Domingo ele se foi. Segunda ela desmaiou, depois da vodka.
Ele a deixou depois do café. Preto sem açúcar. Favorito dele. Odiado por ela.
O sorriso no rosto dele sempre fora malicioso. Naquela manha estava com um sorriso sádico. O mesmo sorriso do dia em que ela o encontrou depois de uma overdose de calmantes.
Ela era sua salvação. O seu melhor. Ele a trancava, mas ela não o abandonava. E ele se tornou o melhor dela. Se tornou a única razão. E Ele então viu que era melhor procurar seu caminho. Sem ela.
Ela tinha planos. Alguém com quem compartilhar o pequeno apartamento no terceiro andar. Ele queria ser alguém. Pra ela, ele sempre fora alguém.
Ele dizia ama – lá, mesmo não acreditando no amor. Ela o chamava de mentiroso. Era impossível não perceber as pernas levemente tremulas que ele tentava esconder.
Já era 5:53. AM. Levantando do chão. Limpado seu joelhos, então ela percebeu. Ela ainda usava a pulseira qual ele tinha prado para ela. Três meses atrás. Então ela gritou.
As pessoas recém acordadas em seus apartamentos não se importaram. Aquele bairro nunca fora sinônimo de segurança.
As lagrimas caiam. Não era tristeza. Era saudade. Mas ele a ignorava. Ela ligava, ele não atendia. Mandou um amigo entregar todas as coisas dela, deixando com o porteiro.
Ele se mudou. Os vizinhos disseram que domingo ele entregou a chave. Outros disseram que ele voltara para sua cidade.
A chuva então começou. Sua maquiagem já borrada pelas lagrimas, então escorreram pelo longo das suas bochechas. A chuva sempre significou algo mais pra ela. A chuva sempre a deixou bem. Hoje não. A chuva lê fazia mal. Lê deixava triste. Eles sempre saiam na chuva pra caminhar.
Então ela chegou ao seu trabalho. Seus colegas não se importaram. Chegou a sua mesa. Nela tinha algo diferente. Um envelope.
Ela reconheceu o perfume. Ele.
Em letras já conhecidas por ela. Letras forçadas que quase rasgaram o papel.
‘Me desculpe. Eu não vou voltar. Me esqueça. Eu fiz algo que você nunca ira me perdoar. Eu não posso falar. Mas você já esperava isso de mim. Desculpa ser insensível. Será mais fácil me esquecer sendo assim. Não queria te deixar. Você foi minha salvação.
Deve estar chovendo. Ao menos estava quando eu sai daí. Ela esta lavando todas as nossas lembranças juntos. Eu estou bem hoje. E foi você que me fez ficar assim. Mas você não está bem. Desculpe te largar.
Eu te amo. Mesmo não acreditando no amor.’


Ela então correu para a janela. A Tempo de vê-lo entrar num táxi. Ele olhava para ela. Ele estava com o sorriso malicioso.
E ela voltou para casa.