segunda-feira, 5 de outubro de 2009

I guess I'll go home now

Meu Cantinho:
Antes de mais nada. Baixem a música Remebering Sunday-All time low.

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Mais uma vez. O relógio desperta cedo. Os sapatos gastos ao lado da cama breve serão calçados. O blusão com furos nas mangas será trocado por uma blusa social. Calça skkiny, casaco para o frio. Ela está pronta. E já São 5:30 AM. Mais 10 minutos e seu ônibus passara. São três minutos até descer as escadas. Ela Mora no Terceiro Andar. Passa pelo porteiro recém acordado, ignorando seu bom dia com os fones de ouvido.
Na calçada irregular, ela tropeçou. Sua bolsa caiu, fazendo todas as coisas dentro dela caírem também. Ela vai perder seu ônibus.
A brisa do inverno frio faz suas bochechas ficarem vermelha. Ela ficaria com um rosto infantil. Se não fosse pelas olheiras que adornam seu rosto, denunciando as doses de vodka da noite anterior.
Hoje é terça feira. Domingo ele se foi. Segunda ela desmaiou, depois da vodka.
Ele a deixou depois do café. Preto sem açúcar. Favorito dele. Odiado por ela.
O sorriso no rosto dele sempre fora malicioso. Naquela manha estava com um sorriso sádico. O mesmo sorriso do dia em que ela o encontrou depois de uma overdose de calmantes.
Ela era sua salvação. O seu melhor. Ele a trancava, mas ela não o abandonava. E ele se tornou o melhor dela. Se tornou a única razão. E Ele então viu que era melhor procurar seu caminho. Sem ela.
Ela tinha planos. Alguém com quem compartilhar o pequeno apartamento no terceiro andar. Ele queria ser alguém. Pra ela, ele sempre fora alguém.
Ele dizia ama – lá, mesmo não acreditando no amor. Ela o chamava de mentiroso. Era impossível não perceber as pernas levemente tremulas que ele tentava esconder.
Já era 5:53. AM. Levantando do chão. Limpado seu joelhos, então ela percebeu. Ela ainda usava a pulseira qual ele tinha prado para ela. Três meses atrás. Então ela gritou.
As pessoas recém acordadas em seus apartamentos não se importaram. Aquele bairro nunca fora sinônimo de segurança.
As lagrimas caiam. Não era tristeza. Era saudade. Mas ele a ignorava. Ela ligava, ele não atendia. Mandou um amigo entregar todas as coisas dela, deixando com o porteiro.
Ele se mudou. Os vizinhos disseram que domingo ele entregou a chave. Outros disseram que ele voltara para sua cidade.
A chuva então começou. Sua maquiagem já borrada pelas lagrimas, então escorreram pelo longo das suas bochechas. A chuva sempre significou algo mais pra ela. A chuva sempre a deixou bem. Hoje não. A chuva lê fazia mal. Lê deixava triste. Eles sempre saiam na chuva pra caminhar.
Então ela chegou ao seu trabalho. Seus colegas não se importaram. Chegou a sua mesa. Nela tinha algo diferente. Um envelope.
Ela reconheceu o perfume. Ele.
Em letras já conhecidas por ela. Letras forçadas que quase rasgaram o papel.
‘Me desculpe. Eu não vou voltar. Me esqueça. Eu fiz algo que você nunca ira me perdoar. Eu não posso falar. Mas você já esperava isso de mim. Desculpa ser insensível. Será mais fácil me esquecer sendo assim. Não queria te deixar. Você foi minha salvação.
Deve estar chovendo. Ao menos estava quando eu sai daí. Ela esta lavando todas as nossas lembranças juntos. Eu estou bem hoje. E foi você que me fez ficar assim. Mas você não está bem. Desculpe te largar.
Eu te amo. Mesmo não acreditando no amor.’


Ela então correu para a janela. A Tempo de vê-lo entrar num táxi. Ele olhava para ela. Ele estava com o sorriso malicioso.
E ela voltou para casa.

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