Meu cantinho: Me inspirei num dos meus ataques de claustrofobia.
sério. Cafeína sempre em salva de tudo.
xoxo
Jheii b.
x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x
Cinza. Escuro. Era o fim.
Um suspiro longo. O ar não lhe chega mais ao pulmão.
As paredes parecem cada vez mais próximas, e a porta está cada vez mais longe.
Ele fecha seus olhos, tentando encontrar a calma, mas o barulho das pessoas conversando e rindo não lhe ajudam.
Ele puxa seus fones de ouvido e um livro qualquer.
Quando esta se acalmando, vem alguém e lê tira do seu espaço.
Sua respiração fica entrecortada novamente.
Seus olhos mostram desespero.
A música em seu ouvido não é o bastante para lê acalmar.
As paredes cinza estão mais próximas.
Ele sente seu estômago embrulhando. Num ultimo gesto de esperança, senta-se abraçado aos joelhos.
Em seu suposto ultimo suspiro, o sinal estridente toca, anunciando o intervalo. Pega suas coisas apressadamente, deixando para trás todas as risadas.
Senta-se em seu lugar habitual, com seu livro e seus fones. As pessoas o olham com curiosidade, talvez preocupação. Ele trata de dar um sorriso, mas totalmente fracassado, denunciado pela respiração fraca.
Ele não percebeu o tempo passar, logo outro sinal anuncio o começo de uma nova tortura.
Ele chega sem animo a próxima sala cinza. Seu lugar não está mais vago. Ele larga seu material em qualquer canto.
Ele espera o desmaio por falta de oxigênio. Então algo parece salva-lo.
O cheiro da cafeína afeta seu sistema respiratório com força, fazendo-o respirar com calma.
Assim que o primeiro gole daquela bebida lê chega ao seu interior, o ar volta a passar normalmente por si. As paredes cinza voltaram ao lugar.
Seus olhos não demonstram mais desespero e sim curiosidade.
Ele voltou ao normal, finalmente.
A Cafeína sempre lhe salvava.
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